Quarta-feira, 8 de Julho de 2009

A Era do Gelo 3

Gênero: Animação
Duração: 96 min.
Roteiristas: Michael Berg e Peter Ackerman

Diretor: Carlos Saldanha

Depois de muito, mas muito tempo sem assitir à um filme de animação no cinemas (segundo minhas contas, acho que já faz mais de um ano), assisti hoje uma dos melhores filmes de animação que já assisti na minha vida (junto com Toy Story 2, Monstros S.A., Shrek, Space Jam: O Jogo do Século [desenho/live-action], Rei Leão e Oliver e sua Turma) A Era do Gelo 3, a nova aventura de Scrat em busca da noz fujona dirigida pelo brasileiro Carlos Saldanha (Brasil, sil, sil, sil, sil).


Nesse novo filme, como dito anteriormente, Scrat continua tentando agarrar a bolota fujona - e, no meio do caminho, pode encontrar seu grande amor; Manny e Ellie aguardam o nascimento de seu minimamute; Sid, a preguiça, cria a própria família, embora de faz-de-conta, ao "desviar" alguns ovos de dinossauro; e Diego, o tigre dentes-de-sabre, começa a se perguntar se a convivência com os amigos não o está deixando molenga demais. Numa missão para resgatar o azarado Sid, a turma aventura-se por um misterioso mundo subterrâneo, no qual acabam deparando com dinossauros, lutam contra estranhas plantas assassinas e conhecem Buck (um dos melhores personagens de desenho animado que já existiu), uma agitada doninha de um olho só, caçadora de dinossauros.

Acho que existe apenas uma palavra para definir como é esse filme: Brilhante! A Era do Gelo 3 é muitissimo recomendado pelo CCP, caso você queira assistir a um ótimo filme com sua familia ou com seus amigos (ou, se prefirir, sozinho) e chorar de rir (como eu chorei =D).

Nota: 9

Crítico:
Vinicius Ebenau

Quinta-feira, 2 de Julho de 2009

Jean Charles

Gênero: Drama
Duração: 93 min.
Roteiristas: Henrique Goldman
e Marcelo Starobinas
Diretor: Henrique Goldman

Quem viu
Princesa, um filme independente sobre a vida de travestis brasileiros em Milão, vai entender melhor a preocupação do diretor Henrique Goldman em recriar a história de Jean Charles de Menezes, imigrante brasileiro, assassinado pela polícia londrina confundido com um terrorista.

O cineasta paulista tem grande preferência por personagens deslocados ou simplesmente excluídos de seu meio, afinal ele conhece muito bem o drama e o conflito de desapego que os imigrantes passam (Henrique vive em Londres).

O roteiro assinado pelo próprio Henrique e por Marcelo Starobinas escancara, logo na cena de abertura, a pilantragem brasileira. Os dois personagens principais (Jean e Vivian) mentem para safar-se de uma situação que envolve a imigração: assunto extremamente delicado numa Londres amedrontada pela histeria do terrorismo em 2005.

Usando bastante material de arquivo jornalístico, Henrique vai montando o painel em volta de Jean.

Com excelentes enquadramentos e a brilhante trilha de Nitin Sawhney, ele mostra a alienação e a decadência da colônia dos brasileiros no exterior. O show de Sidney Magal (que na vida real foi de Zeca Pagodinho) torna evidente este empobrecimento. Dançarinas flácidas de biquíni estampando a bandeira brasileira; um “ídolo” gordo e inchado cantando sucessos das antigas e um equipamento técnico de 5ª categoria são os elementos usados para demonstrar como Jean Charles contentava-se com pouca coisa. A certa altura, Vivian grita que ele tem vergonha de ser quem é. E é verdade. Só o fato de, um mineiro sem futuro estar no “exterior”, já era suficiente para satisfazer o seu ideal.

Sem dúvida nenhuma, Jean Charles é um personagem enérgico, vibrante e sempre ligado numa oportunidade melhor, interpretado brilhantemente pelo onipresente Selton Mello (em cartaz atualmente em três filmes). Luiz Miranda interpreta o primo Alex, com uma profunda e tocante humanidade. Vários não atores vivem o seu próprio papel, tornando o filme mais visceral e realista.

Utilizando cortes secos e sintáticos, o drama de Jean é apresentado de forma objetiva e aceitável. O corpo (real) de Jean Charles morto, no vagão de metrô ao final do filme, causa arrepios.

Nas cenas da “volta ao Brasil”, imagens ensolaradas com um povo carinhoso, simples e caloroso, contrastam com uma Londres soturna e assustada apontando para o perigo real da sedução de “uma vida melhor”.

Sem conseguir conviver com o seu meio, os personagens buscam a satisfação da eterna utopia de felicidade. Londres é como uma sereia que encanta os imigrantes com suas falsas promessas de bem estar social e esconde a sua verdadeira intenção.

Jean Charles é um alerta para todo brasileiro que acredita que o “estrangeiro” é sempre o melhor caminho para prosperar na vida.

Nota: 8,5

Crítico: Ricardo Pinto

A Partida

Gênero: Drama
Duração: 130 min.
Roteirista:
Kundo Koyama
Diretor: Yojiro Takita

O cinema japonês tem um grande número de filmes que exploram os tradicionais rituais da morte de maneira bastante poética. Okuribito (
A Partida), vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro de 2009, é um deles.

A história resume-se no seguinte: Daigo perde seu emprego como violoncelista numa orquestra em Tóquio, obrigando-o a retornar a sua vila natal no interior assumindo um emprego de agente funerário. Escondendo da mulher, por vergonha, a sua nova profissão, lentamente, Daigo aprende seu novo ofício sob a tutela de Sasaki (o dono do estabelecimento). À medida que ele vai reconhecendo suas origens; traumas de uma infância esquecida voltam à tona, colocando-o frente a frente com seu passado.

Uma paisagem coberta por muita névoa (sugerindo muito frio) é a primeira imagem do filme. Em seguida somos apresentados aos personagens através da poética técnica do acondicionamento (vestir e maquiar os mortos na frente dos parentes). Na verdade, esta cena é conhecida como flash forward. Voltamos ao início da história com Daigo, em Tóquio, recebendo, incrédulo, a notícia do término da orquestra.

O roteirista Kundo Koyama consegue o êxito de mesclar uma simples história individual com uma enorme complexidade filosófica sobre a vida e a morte.

Koyama demonstra como a morte pode ser mais do que uma perda irreparável.

Ela pode trazer boas lembranças e curar dores e rancores antigos.

Daigo nunca encarou suas perdas de frente e a idéia da morte lhe traz angústia e desolação. O primeiro contato fica evidente na cena que sua mulher compra um polvo ainda vivo para o jantar. Ao jogarem o polvo do mar, percebem que o animal morrera. Noutra cena, Daigo assiste, numa ponte, salmões nadando contra a corrente para posteriormente serem mortos pelo cansaço.

Koyama e Takita (roteirista e diretor) exploram o tema Amor e Morte convidando-nos a filosofar juntos. Para que tanto esforço e sofrimento se todos nós iremos morrer um dia qualquer? Com cortes seguros e inspirados Takita movimenta-se elegantemente das chamas de um forno crematório para uma revoada de patos inspirando-nos a repensar sobre todo este processo que chamamos de VIDA.

Eles nos ensinam, metaforicamente, como o retorno às origens e a cura das antigas feridas é importante para o processo de individuação humana.

A ferida, no caso de Daigo, é o rancor que tem pelo pai por ter sido abandonado quando criança. Sua negação é tamanha que mal reconhece o rosto em suas lembranças.

A Partida é uma belíssima composição cinematográfica feita com um grande entusiasmo criador exaltando o lado mais belo e comovente de nossa breve passagem pela vida.

Nota: 9

Crítico: Ricardo Pinto

Quarta-feira, 1 de Julho de 2009

De Repente, Califórnia

Gênero: Drama, Romance
Duração: 97 min.
Roteirista: Jonah Markowitz
Diretor: Jonah Markowitz


Chegando super atrasado no Brasil, para ser mais específico dois anos,
De Repente, Califórnia traz um conceito gracioso de simplicidade que acaba conseguindo tocar seu público alvo, já que muitas vezes nos deparamos com situações semelhantes aos dos personagens, e não limita-se à gays.

De Repente, Califórnia é um daqueles filmes que raramente você vai encontrar em uma locadora: produtora desconhecida, produção baixa, atores desconhecidos e nenhuma divulgação muito aparente. A única coisa que talvez possa ter aumentado sua especulação em cima do longa é por retratar a homossexualidade, onde em pleno século XXI, isso ainda não foi superado pela sociedade preconceituosa.

Pois bem, o filme tenta retratar este ponto de uma maneira delicada, mas ao mesmo tempo uma opção que não necessariamente resumi-se em tragédias, ou destruindo familias, como em O Segredo de Brokeback Mountain.

O filme mostra Zach (Trevor Wrigth), um rapaz solitário que tem que segurar tudo a sua volta para que tudo não desmorone: a irmã que não está nem aí para o filho e não passa uma noite sem ter um homem diferente em sua cama, o pai desiludido por ser abandonado pela esposa e ainda sofrendo problemas como dependência de remédios e para ajudar, não pode ir atrás de seus sonhos por ter que trabalhar e ajudar a sustentar a casa, já que seu pai não trabalha e a irmã só gasta o dinheiro em porcarias e ainda tem seu melhor amigo que está saindo do estado.

A história parece um tanto cheia de clichês dramáticos para quem ouve assim por dizer, e tecnicamente é, mas é contada de um jeito muito bacana, modernizada e não apela tão drasticamente para o drama. A trama limita-se em algumas partes a cavocar o fundo, talvez para ser um filme mais fácil de assistir para o público maior e/ou talvez o diretor tentasse mostrar que nem tudo vem para o mal, e particulamente considero a segunda opção.

O jeito em que tudo é contado, é nitidamente algo que poderia ser real, e que poderia acontecer com qualquer um de nós. Ali Zach encara primeiramente a homossexualidade como um defeito, um erro e acabando percebendo que tudo vai além de sexo entre dois homens, ele vê ali algo que está acima de sexualidade: vê compreensão, solidariedade, carinho e uma alternativa para ser feliz, independente do que os outros pensam e acima de tudo, independente do que sua cabeça considera certo ou errado.

Os atores são bem competentes e muito carismáticos, mas sem sobressaltos. Infelizmente, aqui o que peca são as partes tecnicas entre falas e edições de som, e um roteiro que poderia ter ido mais longe, limitou-se a ir mais longe, onde sem dúvidas poderia ter ido (sua duração de projeção é a maior prova disso), mas vale a pena conferir.

Nota: 8

Crítico: Derek Klein

Crítica 2: Transformers: A Vingança dos Derrotados

Gênero: Ação, Aventura
Duração: 150 min.
Roteiristas: Ehren Kruger, Roberto Orci e Alex Kurtzman
Diretor: Michael Bay


Vamos começar essa critica voltando ao passado. Me lembro da 1ª vez que vi
Transformers em DVD. Quando era criança, de vez em quando assistia o desenho que passava na televisão, mas nunca fui muito fã. Até que, em casa, de bobeira, resolvi sair para alugar um filme com meu pai. Logo na entrada da locadora, haviam alguns pôsteres dos lançamentos em DVD, e o pôster de Transformers estava lá. Havia gostado do pôster e tinha falado pro meu pai alugar aquele filme. Ele alugou, e como faço com a maioria dos filmes que alugo, assisti ele de noite. Foi ai que meus olhos se encheram de lágrimas vendo uma das maiores peças de arte que eu já havia assistido.

Com essa emoção, fui assistir Transformers: A Vingança dos Derrotados, segundo filme da trilogia da treta entre os Decepticons (liderados por Fallen, que dá o título do filme na versão americana) contra os Autobots (liderado por Optimus Prime, o único transformer que eu lembrava o nome quando vi o filme de 2007), e confesso que não me decepcionei. O filme tem seus erros? Tem, só que é como a maioria dos filmes da atualidade. Na minha modesta opinião, só estão falando tão mal do filme assim, por que Transformers é um sensacional filme e todos queriam que Michael Bay fizesse a mesma coisa com Transformers: A Vingança dos Derrotados só que, infelizmente para a maioria das pessoas, não deu certo (será que eles nunca aprenderam que a continuação de um filme de sucesso, a maioria das vezes fica um grande e volumoso adubo?).

Mas agora, vamos ao que interessa: a deusa guerreira MEGAN FOX! Brincadeira. Vamos falar sobre as atuações no filme. A atuação de Shia LaBeouf como Sam Witwicky está sem palavras de tão boa e engraçada que é; a minha e somente minha Megan Fox como Mikaela está muito boa (a cena em que o robozinho se enrosca e transa com a perna dela vai ficar marcada na história); o novo membro da equipe, Ramon Rodriguez, está muito engraçado como o conspiratório Leo Spitz, o mesmo que o "faz tudo" John Turturro como o Agente Simmons. Tirando a estreante Isabel Lucas (que está fazendo o seu primeiro filme na carreira) como a gostosa/robô Alice, todos do elenco estão bem.

Agora, vamos falar sobre o filme em sí. Bom elenco, bom diretor, bons efeitos especiais, boa cena de abertura (que me deixou até um pouco tonto), bom final, boa dublagem (os dubladores brasileiros fizeram um ótimo trabalho), ou seja, Transformers: A Vingança dos Derrotados é tudo de bom.

Se você quiser assistir à um filme com bons efeitos especiais, um pouco de comédia e muita pancadaria, vá ao cinema e assista IMEDIATAMENTE
Transformers: A Vingança dos Derrotados.

Nota: 8

Crítico:
Vinicius Ebenau

Quinta-feira, 25 de Junho de 2009

Crítica 1: Transformers: A Vingança dos Derrotados

Gênero: Ação, Aventura
Duração: 150 min.
Roteiristas: Ehren Kruger, Roberto Orci e Alex Kurtzman
Diretor: Michael Bay


É quase impossível esquecer o estrondo que Transformers fez em 2007, com efeitos especiais e sequências de ações alucinantes. Dois anos depois chega a continuação Transformers: A Vingança dos Derrotados. Um filme ainda maior que seu antecessor, travando uma batalha gigantesca durante o longa.


Mas, como todos sabem, quanto maior o salto, maior pode ser a queda e os rôbos de Michael Bay QUASE colocaram este ditado em jus. Mas para o alivio dos fãs, não foi desta vez. Como muitos, você deve estar se perguntando onde o longa erra tanto e infelizmente nós vemos aqui, mais uma vez, a obrigação de duplicar todos o que deu certo no primeiro longa como por exemplo colocar mais um cachorro para o Sam, como se o animal fizesse alguma coisa durante a projeção que tivesse algum êxito. Infelizmente ainda há algumas piadas descontextualizadas, e algumas falas sem noção. Mas é inevitável dizer: O FILME É BOM DEMAIS!

Tudo pelo o que o filme mostra, isso você acaba tirando de letra. Claro que não vá ao cinema esperando uma demonstração de Clint Eastwood, mas o sincronismo das máquinas de Bay chegam a beirar a Arte. Os efeitos especiais beiram a perfeição, o som frenético da o clima ideal e os efeitos sonoros são de arrepiar os cabelos. A sensação de crescimento durante o filme beira o infinito. Você sempre está se surpreendendo e quando chega ao fim que você passou mais da metade de duas doras e meia vendo lutas sensacionais, você acha que já tinha visto de tudo, mas não, está lá outra cena que faz seu coração acelerar.

Em relação ao roteiro, podemos dizer que houve uma evolução. Há mais enfoque na história, o que coloca Shia Labeouf com mais importância na trama e não aquele garoto que estava com a coisa errada, na hora errada e apesar de super estendidas, as sequênciaa de ação tem mais propósitos e você sente uma maior finalidade contextual, mas claro, tudo do jeito ''Transformers'' de ser. Não espere que o longa parará um só segundo para contar histórias ou explicar alguma coisa, você vai ver e descobrir tudo como no longa antecessor, tudo na correria. Parece um erro, e em algumas partes é, mas por ser um blockbuster estilo familia isto acaba ocasionando em uma boa alternativa.

Já com os atores, Shia Labeouf dispensa comentários; engraçado, simpático, carismático e bom ator, Megan Fox também segura bem as pontas, junto com John Turturro, que tem um papel menor na trama, mas acaba se ressaltando automaticamente. Li sobre várias reclamações (como sempre) sobre a falta de exploração dos personagens secundários, que muitos que tinham um papel maior no primeiro longa, mal aparecem aqui: é verdade. Mas em algumas partes, isso acaba vindo também do roteiro. Tudo ali se mostra muito rápido, muito ágil e sem muito tempo a perder, e onde creio eu, que acabou automaticamente apagando os personagens que não estavam relacionados diretamente com o foco da trama.

Há do que reclamar do longa? Há sim. Mas Transformers: A Vingança dos Derrotados tem um objetivo maior que é o entretenimento. O roteiro pode ter furos, a direção ter erros, porém ainda o longa consegue te fazer concentrar todos os minutos do filme. É diversão pura! Como sempre digo, filmes com roteiros grandiosos, ou com propósitos maiores, são maravilhosos, são inexquecíveis! Mas sempre tem aquele dia que você quer sentar, relaxar e ver diversão e o longa esbalda isso.

Como blockbuster, Transformers: A Vingança dos Derrotados conseguiu atingir Exterminador do Futuro: A Salvação e ficar lado a lado. Talvez dia 15 de Julho, isso possa ser desempatado rapidamente.

Nota: 9,5

Crítico: Derek Klein

Segunda-feira, 15 de Junho de 2009

Intrigas de Estado

Gênero: Drama, Suspense, Ação
Duração: 127 min.
Roteiristas: Matthew Michael Carnahan, Tony Gilroy e Billy Ray
Diretor: Kevin Macdonald

No meio de uma temporada imensa de Blockbusters, na verdade, a maior do ano, se disponibilizando dos maiores efeitos especiais, eis aqui um longa que mais uma vez prova a todos nós que não precisa-se muito para fazer um filme além de um bom roteiro.

Quando eu me refiro a pouca coisa, quero mencionar as situações que estamos acostumados a ver em um filme que estréia numa época desta, principalmente em um thriller. Ao invéz de gigantes perseguições, explosões e muito tiroteio, o que prevalece em Intrigas de Estado é mesmo o clima investigativo, tão bom que só poderia ter o bom gosto inglês mesmo.

Tudo aqui encaixa-se muito bem, tanto tecnicamente, quanto na trama. Como sempre Russell Crowe está muito bem, como também Ben Affleck e Rachel McAdams, que estavam um pouco distantes do cinema atualmentte, e conseguem segurar bem seus papéis. Helen Mirren foi um pouco mal aproveitada aqui, não que seu papel seja ruim, mas poderia ter feito o que sabe fazer de melhor: brilhar.

Longe de um absurdo sem nexo como Anjos e Demônios, o clima nunca é quebrado e sempre são acrescentados outro pontos que fazem você querer saber o por quê de tudo aquilo. Na verdade, este é o grande triunfo do filme, fazer tudo funcionar sem apelar para as coisas habituais de sempre.

E outra coisa que nos deixa ainda mais confortantes ao longa é o jeito como Kevin Macdonald mostra sua visão em cima de todas as situações, de todas as pessoas e suas fardas. Não há sempre o certo e o errado, há sempre o ''porém'', o ''portanto'' e o ''talvez'', deixando ao seu critério o julgamento dos atos dos personagens, claro que o diretor também expressa sua opinião sobre isso, dando um final realista ao filme.

Todos aqui competentes, o que talvez não tivesse motivos para surpresas, mas numa época de Transformers: A Vingança dos Derrotados e Uma Noite no Museu 2, um longa como este é uma surpresa, sim. E muito agradável por sinal.

Nota: 9,0

Crítico: Derek Klein