Gênero: Drama
Duração: 100 min.
Roteirista: Aluisio Abranches
Diretor: Aluisio Abranches
Aluisio Abranches, que tem uma boa experiência internacional como diretor assistente (Luar Sobre Parador) e dirigiu os medianos Um Copo de Cólera (1999) e As Três Marias (2002), sabe que uma boa história depende, única e exclusivamente, dos conflitos entre o sujeito e o objeto. No entanto, ele parece que se esqueceu deste detalhe ao escrever o roteiro de Do Começo ao Fim.
O tema abordado (amor entre irmãos) é delicado e sensível demais e requeria uma abordagem acompanhada com muito mais ameaças e confrontos dramáticos. O roteiro parece apenas querer enaltecer a eterna felicidade que existe quando o amor é recíproco e a relação simbiótica (quase psicótica) entre os irmãos, que é completamente deixada de lado. O roteiro passa por cima, também, dos preconceitos existentes na sociedade e da opinião pessoal de muitas pessoas. Afinal, quando é que um pai dá força para que seus filhos (homens) se namorem, chegando ao cúmulo de sair de casa para que eles fiquem juntos?
A mensagem principal, então, se esvazia totalmente aos olhos do espectador que fica apenas admirando a bela fotografia de Ueli Steiger e deleitando-se com a romântica trilha sonora. A edição, calcada em fades demorados, realça a sensação de vazio e diluição. Na verdade, o roteiro tem um ranço boboca cuja principal mensagem é: o verdadeiro amor entre irmãos só traz felicidades. O que pode soar como uma verdadeira piada.
No entanto, Aluisio detém algum domínio sobre o que está fazendo e consegue, até certo ponto, realizar cenas com algum tônus dramático como, por exemplo, o rosto em 1º plano da excelente atriz Julia Lemmertz ao observar pela primeira vez a intimidade entre os irmãos ainda garotos. A atriz consegue passar dúvidas e sentimentos reais de uma mãe que não sabe o que fazer diante de uma situação tão embaraçosa.
O filme, que poderia ser considerado um projeto audacioso para os padrões brasileiros, ficou na metade do caminho, pois na verdade, ele indica apenas para uma única direção: a de que nada impede para que os rapazes amem-se livremente, o que é muito pouco se tratando de uma questão tão controversa.
Nota: 6,5
Crítico: Ricardo Pinto
Gênero: Drama, Fantasia, Romance, Suspense
Duração: 130 min.
Roteirista: Melissa Rosenberg
Diretor: Chris Weitz
Lua Nova não chega nem aos pés do primeiro filme (Crepúsculo) porque ele é 80x melhor. Primeiro, a maquiagem e os figurinos são perfeitos e as roupas dos Volturi não deixaram a desejar, elas caíram como luvas para o estilo de vampiros tradicionais. Segundo, os cortes de câmeras e o estilo de filmagem também ficaram ótimos, bem melhor que o primeiro filme que tem aquele jeito estranho meio épico e nublado. Terceiro, apesar de não abusar muito dos efeitos especiais, os que são usados não decepcionam, e as partes em que eles são mais usados são as que os lobisomens aparecem, e em falar em lobos, eles ficaram perfeitos mesmo com aquela cara de cachorro de estimação com um lado selvagem e perigoso. E quarto, não poderia deixar de escrever aqui que mesmo nas horas mais criticas (ou não) as partes cômicas não estragaram as cenas.
O filme conta a história de Bella (Kristen Stewart) depois de se recuperar do ataque do vampiro nômade rastreador James (Cam Gigandet) que quase tirou a sua vida. Logo após o acidente, Bella “comemora” seu 18° aniversário com a família Cullen. Porem, após um incidente durante a abertura de sues presentes, ela corta o dedo e derrama uma gota de sangue que já é o suficiente para Jasper (Jackson Rathbone) perder o controle e atacá-la, mas por sorte Edward (Robert Pattinson), Emmet (Kellan Lutz), e Carlisle Cullen (Peter Facinelli) conseguem impedi-lo. Então, por causa desse incidente, Edward decide deixar Forks para o bem de sua amada. Inconsolável, Bella aumenta os seus laços de amizade com Jacob Black (Taylor Lautner), que a deixa balançada, mas ela nem imagina o grande segredo do seu amigo.
O segundo volume dos quatro capítulos da “Saga Crepúsculo” traz uma grande história que a cada livro/filme fica mais emocionante.
Os atores que mais se destacam foram Michael Sheen (Aro Volturi), Taylor Lautner (Jacob Black) e Dakota Fanning (Jane Volturi), que apesar de não falar muito, interpreta tão bem que me faz admira-la ainda mais, assim como o ator Michael Sheen que interpretou um dos lideres dos Volturi, Aro, que ao contrário dela, fala bastante.
A Saga Crepúsculo: Lua Nova é um filme emocionante e bem fiel ao livro (é... um pouco). Se você já leu o segundo livro da saga, você não irá se decepcionar (bem... talvez um pouquinho), e para você que leu ou não os livros, quando ver o final do filme vai querer arrancar os cabelos de tanta ansiedade para ver logo o terceiro capitulo Eclipse.
Nota: 8,5
Critico: Willyan Luiz
Gênero: Drama, Fantasia, Romance, Suspense
Duração: 130 min.
Roteirista: Melissa Rosenberg
Diretor: Chris Weitz
Depois de um ano de muita expectativa, a continuação de Crepúsculo, Lua Nova, chega aos cinemas. Um filme bem superior ao primeiro, mostrando que seus realizadores entenderam o tamanho da situação que se puseram ao traduzir para as telas um dos romances teen mais famosos dos últimos tempos. Porém, o filme ainda tem coisas a desejar.
De épocas em épocas, há filmes que modificam o cinema, involuntariamente ou não, trazendo em resultado, dar uma moda temporária de filmes que se aproximam ao máximo do gênero, a fim de obter o mesmo sucesso.
Quando em 2001, Harry Potter chegou aos cinemas fazendo uma das bilheterias mais louváveis de todos os tempos, todos acharam que o bruxinho era o filme ''modinha'' do momento. 2002 chegou e estava lá Harry Potter massacrando todos os filmes que ingressaram nos cinemas. Veio 2004 e Harry Potter a partir daí provou que tinha vindo para ficar, enlouquecendo outras produtoras de filmes, que tentaram de qualquer maneira arranjar um substituto ao bruxo, para acabar com seu legado ou simplesmente substituí-lo quando sua história chegasse ao fim.
Vieram As Crônicas de Nárnia, Eragon, Os Seis Signos da Luz, A Bússola de Ouro, Piratas do Caribe, Transformers, entre outros. Que, com exceção aos dois últimos citados, não foram para frente ou simplesmente perderam a força conforme os anos. Motivo? O de sempre. Nunca houve história que realmente motivasse o público para voltarem seis vezes ao cinema como já aconteceu com Harry Potter. Foi aí que apareceu Crepúsculo.
Cituado na internet como o substituto de Potter na literatura e nos cinemas, Crepúsculo ganhou força e logo chegou aos cinemas. Com um orçamento razoável, o filme dominou os cinemas, animando seus realizadores para uma continuação, isso mesmo que o filme de origem da possível franquia tivesse sido bem ruim, o que pelo visto hoje, não desanimou o público para ver a continuação.
Só citei toda esta história por um motivo bem simples: "A Saga Crepúsculo" seja ele Crepúsculo, Lua Nova, Eclipse ou Amanhecer, não são os futuros substitutos de Harry Potter. Seus livros e filmes podem até serem bons entretenimentos para alguns e serem tudo para os fãs, mas "A Saga Crepúsculo" não tem a força e a magnitude que a criação de J.K. Rowling tem. Ao contrário de Stephenie Meyer, Rowling cativou não só o seu público alvo, mas fez milhões de pessoas no planeta se voltarem cultuadamente a sua criação. A Summit Entertainment entende isso, tanto que foi obrigada a colocar nas continuações de Crepúsculo "A Saga Crepúsculo", para que os não fãs pudessem identificar que aqueles filmes eram continuações. Não nego seu fenômeno e sua ambição, mas enxerguem a realidade e desfrutem a honra de conseguirem chegar a progredir e crescer dentro deste gênero fantasioso, que poucos conseguiram.
Voltando a Lua Nova, a chegada de Chris Weitz foi de bom grado, e nota-se a diferença que fez desde o começo do filme, dando-lhe um ''acabamento'' sutil e interessante, alternando-se de boas trilhas sonoras, reformulando aquela fotografia fraca e sem graça, para uma mais clássica e mais objetiva ao mesmo tempo, transformando aquele mundo ''morto'' de Crepúsculo.
Na trama, Bella festeja seu aniversário na casa da família Cullen, desfrutando e conhecendo ainda mais a família de Edward. Quando um pequeno acidente acontece, Bella se corta e é atacada por um membro da família. O vampiro Edward enxerga todo o perigo que a coloca, decidindo assim, abandonar a garota. Entrando em uma depressão profunda, Bella abre uma amizade profunda com Jacob, onde vê a seu lado uma diminuição de sua dor. Percebendo que Edward aparece em ''vultos'' a ela em momentos de perigo, Bella arrisca-se pulando para o mar de um penhasco. A situação se complica, mas Jacob consegue a resgatar. Por um mal entendido, Edward acredita que Bella morreu e decide ir para a Itália para entregar à família Volturi, seu corpo à morte.
Bom, do elenco principal nada mudou, Kristen Stewart sorri, entristesse, chora e sua cara nunca muda, a mesma coisa pode se dizer de Robert Pattinson que não se esforça mais que balançar o cabelo e decorar frases bonitas para derreter as garotas. Taylor Lautner é uma surpresa agradável, apesar de Weitz limitar o garoto a posição de objeto sexual do filme, ainda sim o garoto esbanja carisma e mostra-se dedicado. Se explorado, poderá se tornar um grande ator. Já o elenco secundário se sai um pouco melhor, Michael Sheen definitivamente é a atração por onde passa, mas Dakota Fanning não passa de um objeto controlado do cenário que preenche.
Chris Weitz utiliza melhor seu orçamento, melhora efeitos especiais e visuais, utiliza de uma maquiagem menos artificial, mas ainda não beira a realidade. E isso pode se dizer do filme todo. O filme em si é bem mais desenvolvido e aproveitado que seu anterior, mas ainda deixa exposto um artificialismo que poderia ser rapidamente consertado se tivesse dado tempo suficiente e se esforçassem com dedicação. Já o roteiro novamente apela para o público alvo. Fará as garotas irem ao delírio, mas enjoará fácil os garotos. Mas é compensado com cenas de ação mais elaboradas e sofisticadas, que fará ao menos, não ser uma tortura aos namorados que forem forçados a ver o longa.
Resumindo: Lua Nova, como filme, é bem superior ao primeiro. Se você não achou de todo mal o primeiro, vai gostar bem mais deste. Mas infelizmente é muito destinado ao público alvo e isso é tão notável que os produtores nem se dão ao trabalho de capricharem no filme e/ou na frânquia. Prova disto é que Eclipse será lançado daqui à 7 meses.
E também é prova que seu sucesso veio e passará tão rápido que quando Amanhecer, a continuação de Eclipse e último livro da adaptação aos cinemas, chegar, chegará antes até da segunda parte de Harry Potter e as Relíquias da Morte, mostrando que seus produtores entendem o que tem em mãos.
Nota: 7
Crítico: Derek Klein
Gênero: Drama, Fantasia, Romance, Suspense
Duração: 130 min.
Roteirista: Melissa Rosenberg
Diretor: Chris Weitz
Houston, nós temos um filme! Depois do horrendo Crepúsculo, que mais parecia um episódio mais longo de True Blood com um filtro azulado dos infernos que até hoje me irrita (eu sinto vergonha de ter dado nota nove a esse filme no blog), chega a certos países do mundo, inclusive no Brasil, que tivemos que esperar quase um mês para a estreia do primeiro filme (eu não por que baixei na internet), a continuação do filme que rendeu mais de US$ 382 milhões mundialmente, Lua Nova.
Nesse novo longa, depois de recuperar-se do ataque de vampiros que quase a matou, Bella é obrigada por Edward a celebrar seu aniversário com a família Cullen. Entretanto, um pequeno acidente durante as festividades faz com que ela sangre, fato que se prova intensa demais para os vampiros, que decidem deixar a cidade para o bem dela. Bella fica devastada pela súbita partida de seu amor vampiro/fadinha Edward, porém, ela encontra conforto em uma vida despreocupada e seu espírito é reavivado por sua crescente amizade com Jacob Black (TEAM JACOB, BABY!!). Contudo, de repente, ela se encontra imersa no mundo dos lobisomens, inimigos ancestrais dos vampiros, com sua lealdade sendo testada.
Já vemos o quão sensacional é o filme desde sua cena de abertura, que mostra o logo da Summit Entertainment (distribuidora americana da saga), cortando para uma lua sumindo lentamente, mostrando de pouco em pouco o logo do filme, até o final do longa, um dos mais agoniantes e fodásticos do cinema. Sem contar também a trilha sonora indie do filme, que também é assaz boa, com músicas como "Meet Me On The Equinox" do Death Cab For Cutie, "I Belong To You" do Muse e "The Violet Hour" do Sea Wolf (que para mim foi colocado no momento errado no filme).
Do triângulo amoroso principal de Lua Nova, apenas Robert Pattinson deixou a desejar. Kristen Stewart e Taylor Lautner estão muito bem em seus respectivos papéis. Mais Taylor do que Kristen, já que o mesmo tem um papel muito maior nesse filme do que no anterior.
O nível de atuação dos atores da família Cullen continua quase o mesmo, com poucas melhoras e com muito mais pouco tempo de tela. Os Lobisomens, mesmo aparecendo pouco no filme, também estão bem e fazem seu trabalho direitinho. Dos Volturi, o único que está excelente em seu papel é Michael Sheen interpretando Aro. Outros como Dakota Fanning (Jane), Jamie Campbell Bower (Caius) e Cameron Bright (Alec) estão ali só pra constar.
A única coisa ruim do filme é que ele é meio parado, sendo que em cartas partes, dá até uma sensação de tédio. Porém, tirando isso, Lua Nova, com bons atores, uma ótima direção, cenas de ação bem coreografadas e efeitos especiais bem feitos, é muitíssimo recomendado.
Agora, para nós, fãs da "Saga Crepúsculo", só nos resta esperar por Eclipse, que tem data de estreia marcada para o dia 30 de junho de 2010 nos Estados Unidos, e provavelmente, no Brasil. Já estou com os dedos cruzados esperando por esse filme.
Nota: 9
Crítico: Vinicius Ebenau
Gênero: Comédia, Musical
Duração: 110 min.
Roteirista: James Schamus
Diretor: Ang Lee
Aconteceu em Woodstock é o tipo de filme que Robert Altman iria adorar dirigir. O filme traça um painel sobre os bastidores do famoso festival de rock do final dos anos 60 e acompanha a trajetória dos diversos personagens envolvidos na produção, centrado na figura do bem comportado Elliot Tiber (Demetri Martin), um rapaz esforçado que tenta fazer algo pela insossa comunidade aonde mora.
Mas infelizmente Ang Lee não é Altman, e o filme não atinge nenhum clímax deixando o espectador com a impressão que perdeu alguma coisa. Impressão esta que se apresenta verdadeira quando ouvimos ao fundo, bem distante, a voz rouca de Janis Joplin cantando "Cry Baby".
Ang Lee não queria fazer nenhuma análise do tal festival. Até aí tudo bem. Tanto o é que nenhuma imagem mostrada no filme é de arquivo. A intenção do diretor era mostrar como a sociedade reagiu ao movimento hippie que chegou ao ápice em Woodstock e a América deixou de ser intolerante.
O roteiro, de James Schamus, esboça as reações de uma sociedade, em mutação, que através do movimento hippie pode questionar a sexualidade e a liberdade individual de toda uma geração reprimida. No entanto, Ang Lee não mergulha de cabeça nestas interessantes questões e nos deixa apenas com um gosto amargo de uma época onde havia, ainda, espaço para mudanças. As profundas transformações sociais, que são sentidas até hoje, dariam pano para mangas se a narrativa de Lee fosse mais contundente.
Ao tentar traçar um painel à La Nashville (filme tese de Robert Altman), o diretor embaralha-se com os muitos personagens e não faz nenhum link entre eles. As estranhas figuras apenas se esbarram e não esboçam finalidade alguma. Como é o caso do estranho travesti-segurança Vilma interpretada (inexpressivamente) por Liev Schreiber. A riqueza de seu personagem não é usada para nada, virando apenas uma figuração sem nexo.
No entanto, Ang Lee utiliza a sua habilidade cinematográfica para brindar o filme com algumas qualidades. A técnica de dividir a tela em quadrinhos (utilizada em Hulk) aumenta a sensação de perturbação e tumulto, contrastando com as imagens quase estáticas do início do filme.
A fotografia do francês Eric Gautier é sublime. O filme começa em tons muito claros (quase brancos), passa por uma saturação extremante colorida (atingindo o auge na cena da viagem de ácido de uma incrível beleza plástica) e acaba em tons escurecidos anunciando a nova era obscura que estava por vir (início dos anos 70).
O melhor de Aconteceu em Woodstock não é o filme, e sim as lembranças de uma época onde tudo era novo e libertador. Pena que só quem tem mais de 50 anos irá resgatar estes sentimentos.
Nota: 6
Crítico: Ricardo Pinto
Gênero: Ação, Drama, Ficção Científica, Suspense
Duração: 158 min.
Roteiristas: Harald Kloser e Roland Emmerich
Diretor: Roland Emmerich
Roland Emmerich nunca foi um diretor exemplar, mas se destacou com projetos que sempre agradaram, na maioria das vezes, o grande público. Parece até algum tipo de brincadeira ou piada sem graça, mas Roland Emmerich conseguiu, mais uma vez, enganar não só o grande público, mas como a crítica, que pacientemente, esperava um projeto inusitado, já que a idéia do longa realmente pendia para o que mais o diretor alemão consegue fazer: destruir coisas. Resultado? Emmerich conseguiu um feito inédito no mundo: plagiar seu próprio filme. Sim, o novo filme de Roland Emmerich é uma copia descarada de O Dia Depois de Amanhã. E é desde jeito que 2012 invade as telas.
Na trama (se é que ela existe), a teoria Maia consiste em dizer que em 2012 o sistema planetário é alterado fazendo com que a Terra desloque-se para outro ponto, sofrendo efeitos extremamente catastróficos e irreversíveis, que indicam trazer o fim do mundo com a descoloração da crosta terrestre.
O longa não tem propósito, não tem originalidade, e não tem maior intenção que faturar milhões pelo mundo afora, utilizando de marketing e pontos turísticos poucos explorados nos cinemas como o Cristo Redentor. Isso mesmo. Se você está achando que pela primeira vez na vida em um filme você veria o Brasil se desmoronar, pode ir acordando. A Columbia Pictures fez apenas uma questão de jogar a estátua no cartaz para trazer curiosidade ao público. Mas não se engane. Não há nada que você não tenha visto em outros filmes de Roland Emmerich que não esteja neste filme. Há o pai que tenta reconquistar os filhos, o cientista desacreditado pelo governo americano, o presidente de alma boa que carrega em seu gabinete um assistente cruel e calculista, o casal de idosos, pessoas desnorteadas andam sem rumo pela neve, músicas de impacto em cenas mais dramáticas, até o cachorro que se salva dos acontecimentos apocalípticos aparece no filme e as ''coincidências'' chegam até doer os olhos.
O mais engraçado de tudo é que Emmerich sempre teve ótimas premissas e ótimas oportunidades em seus projetos, como em 2004, onde Emmerich construiu O Dia Depois de Amanhã numa época em que o aquecimento global se tornou um problema muito aberto e público, como também poderia ter aproveitado em 2008 com a época de filmes épicos de 2007 como 300, Desbravadores, Alatriste e um pouco mais adiante, A Lenda de Beowulf para levar a outro patamar seu 10.000 a.C., já que agora que estamos numa época de extremas mudanças e bem perto da suposta data do fim do mundo, 2012 tinha tudo para ter sido um dos melhores filmes do ano.
Dizer que era medo perder dinheiro com um filme mais sério é mentira. Isto já passou faz tempo, e Batman - O Cavaleiro das Trevas, 300, Distrito 9 e Bastardos Inglórios são as maiores provas disto. Não há desculpa. O que Roland Emerich faz é enganar o público com excelentes propagandas e nos entregando tudo o que já vimos antes.
Nem John Cusack, nem Amanda Peet ou Thandie Newton conseguem, ao menos, cativar o público com seus personagens, que só faz o filme perder ainda mais o brilho da tal premissa Máia.
Acho que se pudesse dizer que 2012 valia a pena por alguma coisa, diria que era pelos efeitos especiais, que mais uma vez, é a atração de um filme de Emmerich. Detalhista, o diretor prefere diminuir tomadas áreas, deixando seu ''monstro'' catastrófico ainda maior e mais violento, com tomadas belissímas de puro caos; algumas forçadas, mas sim, de muita qualidade.
Mas não se engane. Roland Emmerich não evoluiu. Foram as novas tecnologias que proporciaram isto à ele, se não, ele teria feito igual ao de O Dia Depois de Amanhã. Nem os atores, nem os efeitos, nem os cinco segundos do Cristo desabando sobre o Rio de Janeiro salva 2012 do desatre, e desta vez falo do filme e não do tema.
Nota: 4
Crítico: Derek Klein
__________________________________________________________________________________
O filme que foi dirigido por Roland Emmerich era pra retratar exatamente sobre o tão falado ano de 2012, que segundo diversas culturas ancestrais, será marcado nos calendários como o 'Armagedom', o 'apocalipse', o 'fim do mundo', 'o juízo final', 'o fim de um ciclo' e, nos mais otimistas, 'o ano em que esta era terminará e outra, melhor, será iniciada', mas essa parte foi digamos que “esquecida” pelos roteiristas Harald Kloser e Emmerich que falaram sobre essa lenda apenas por cima. O filme também não retrata exatamente o que vai acontecer passo a passo com o nosso planeta durante essa época, e sim, os roteiristas meio que americanizaram as catástrofes, deixando elas um pouco parecidas com a que pode acontecer com a Terra.
O filme é um suspense de literalmente tirar o fôlego que deixará o espectador vidrado e careca, pois com as várias cenas de suspense e destruição do filme, irá fazer você querer arrancar os cabelos de tanto nervoso, agonia e aflição. Apesar de 2012 ser um filme que prende a pessoa na cadeira, o longa tem também aquele toque (que particularmente eu adoro) de comédia, que é quando nas horas mais importantes e emocionantes do filme sai aqueles trocadilhos e piadinhas que nos fazem descontrair, mas não tiram a seriedade da cena.
Uma coisa que eu não concordo é com a divulgação dos cartazes do filme no Brasil, pois a grande maioria deles mostram o Cristo Redentor sendo destruído e milhares de pessoas correndo de desespero, sendo assim, a pessoa que não viu o trailer e está indo ver o filme por recomendação dos amigos e pelos cartazes, acha que finalmente o Brasil ganhou aquele espaço de sucesso nas produções americanas, já que uma das partes mais esperadas pelos brasileiros é a cena do Brasil. Porém, infelizmente vou ter que decepcioná-los pois essa cena dura apenas 5 segundos ou menos se duvidar. E não duvido nada que aquela famosa emissora de televisão brasileira (Plim Plim) tenha pagado uma boa quantia para falarem o nome deles na hora da destruição do cartão postal do Rio. Você já deve ter sacado qual emissora é.
Como eu já disse, 2012 tem um suspense de tirar o fôlego que junto com os efeitos visuais deixam o filme ainda mais irresistível e digamos que insuportável, pois pessoas como eu não agüentam aquelas horas de suspense e ficam inquietas nas cadeiras pulando e com vontade de gritar para os “mocinhos” saírem logo do tal lugar que vai explodir.
Se você gosta de um filme que vai te prender literalmente na cadeira do cinema e que de vontade de gritar na hora mais tensa do filme, esse filme aqui tem que estar na sua lista de filmes que você deve assistir!
Nota: 8,5
Critico: Willyan Luiz
__________________________________________________________________________________
Como crítico, encontro-me numa dúvida enorme: Ou analiso 2012 como um entretenimento cinematográfico (que é o que costumo fazer) ou apenas esboço minha assombração diante dos efeitos especiais mais escandalosos que eu já vi.
Opto pela primeira opção: Roland Emmerich é o tipo de diretor que não pode, e nem deve, ser levado à sério. Suas produções bombásticas são o que há de melhor que Hollywood pode produzir em termos de qualidade técnica recheadas de efeitos especiais excelentes. Mas, infelizmente, é só isso que Roland consegue fazer. Esta ultra-mega-hiper-super produção que chega aos cinemas de todo o planeta, quase que simultaneamente, é só um verdadeiro show de efeitos espetaculares sem absolutamente nenhum conteúdo entre eles.
Escrito pelo próprio diretor e com a ajuda de Harald Kloser (10.000 a.C. e O Dia Depois de Amanhã), o filme é um verdadeiro arremedo de tudo aquilo que Hollywood já produziu.
Roland acha que apenas repetir velhas e surradas fórmulas é suficiente para garantir o sucesso de uma produção e insiste no surrado modelo dos antigos filmes-catástrofes recheados com aqueles clichês babacas sobre família, heroísmo e personagens extremamente unidimensionais, que aliais é a pior parte de 2012.
O roteiro salpica o filme com os mais ridículos e infundados personagens, motivados, como sempre, por uma coragem e bravura dignas de um super-herói, e tudo em prol de manter a família unida. Qualquer personagem que fuja deste critério é morto sem muita embromação (ex: a família russa).
Outro costume irritante em filmes do gênero (principalmente norte-americanos) é o uso de piadinhas infames, geralmente empregadas em situações de cataclismo, como na cena do supermercado, onde o marido fala para sua esposa – "Algo está nos separando" – e logo em seguida um terremoto abre uma enorme cratera entre eles.
As culminâncias e resoluções do roteiro são de um primarismo único. O roteiro explora muito mal também os anúncios sentimentais que acabam empurrando o espectador para lugar nenhum. A trilha sonora é a mesmice de sempre: acordes pretensiosos e altissonantes que preparam o espectador para o clímax em todas as cenas.
Além do mais, Roland não sabe manejar atores mesmo que sejam do calibre de Woody Harrelson (que está a cara do roqueiro Serguei) e John Cusack. Eles não manifestam nenhuma emoção diante das catástrofes e contentam-se apenas em fazer caras e bocas diante das calamidades. Thandie Newton, excelente atriz, é o melhor exemplo do desleixo na direção. Ela é apenas um rosto bonito, bem maquiado e bem penteado sem nenhuma importância para toda a história.
Mas quem se importa em atuação, direção e roteiro num filme como 2012? Na verdade, a platéia que ir ao cinema assistir a destruição do planeta, literalmente, de camarote e neste quesito, o filme alcança seus objetivos plenamente. As cenas do terremoto em Los Angeles são de arrepiar os cabelos e põe à prova os limites da computação gráfica. A onda monstruosa que engole o Himalaia e atira um porta aviões na Casa Branca já valem o preço do ingresso. É Oscar certo.
E o filme ainda vem com um bônus especial para nós, cariocas, na cena que inclui nosso Cristo Redentor, pela primeira vez, sendo destruído, mesmo que as imagens sejam vistas através de uma TV.
Portanto minha nota fica no meio do caminho. Como narrativa dramática dou ZERO, mas os efeitos (que me encantaram) levam 10,0.
Nota: 5
Crítico: Ricardo Pinto
Gênero: Terror, Suspense
Duração: 86 min.
Roteirista: Oren Peli
Diretor: Oren Peli
Atenção: Na estréia do longa, a crítica terá alterações devido o filme ter sido lançado com três finais diferentes.
Desde o absurdo dinheiro que A Bruxa de Blair rendeu aos seus criadores e investidores que, em porcentagem ao pequeno orçamento, um filme não bate o recorde da melhor bilheteria de todos os tempos nos cinemas. O longa custou apenas 36 mil dólares e arrecadou 248 milhões.
Um ano depois, A Bruxa de Blair ganhou uma continuação horrenda que destruiu a reputação dos criadores do primeiro filme e a idéia de câmera caseira foi deixada de lado por algum tempo. Anos mais tarde, projetos ótimos como o filme espanhol [Rec] e a filmagem do ataque do monstro de J.J. Abrams em Cloverfield - O Monstro, acabou empolgando novamente o público com o estilo até chegar o mais recente Distrito 9. Mas nada que chegasse a se comparar ao filme de origem à ''moda''.
Sem monstros, zumbis ou alienígenas, Atividade Paranormal é constituído de uma maneira simples: uma estudante de universidade afirma que espíritos não há deixam em paz já faz anos. O namorado incrédulo compra uma câmera para filmar dia e noite os acontecimentos dentro da casa. Com 15 mil dólares, Atividade Paranormal tenta recriar sobre outras circunstâncias o pavor que A Bruxa de Blair causou no mundo.
Com a metade do orçamento, Oren Peli consegue exatamente o que queria e vai além.
Apesar de uma premissa que a primeira vista possa soar de um clichê absurdo, já é totalmente esquecida desde os primeiros minutos do filme. O realismo é tão absurdo quando o de A Bruxa de Blair. O desespero toma conta e o telespectador se sente totalmente desconfortável a determinadas cenas. Os atores desconhecidos dão créditos a Peli, e a casa comum nos mostra o quanto normal toda aquela situação possa ser, ou pior, vir a acontecer.
Oren Peli entende que o medo não é presenciar espíritos, mortes ou assassinatos e sim fazer com que isso fique oculto ao telespectador, fazendo-o, involuntariamente, imaginar o que está acontecendo e esta parte o diretor israelense mantém praticamente intacto ao de A Bruxa de Blair, só que um pouco de ousadia fez com que aquele ''intacto'' viesse junto do ''praticamente''.
No longa de 1999, que seguia esta premissa de fazer o telespectador se apavorar com sua própria imaginação, ele comete um pequeno erro do qual poderia ter sido reparado: o longa sempre retratava que a história da bruxa era uma lenda, depois o diretor fez questão de provar que isso não era verdade, mas fez questão de fingir que não desmentiu e em momento algum não há sinal de nenhum ser no meio da floresta, o que acaba, desnecessariamente, confundindo um pouco o público, que na maioria, saíram revoltados do cinema (injustiçamente por que o filme é excelente). Mas aqui não. Peli utiliza de bizarras provocações que só fazem a mente do espectador ficar ainda mais fértil e é claro que o cenário da típica casa americana é outro ponto que faz toda esta premissa ser realizada com extremo sucesso.
E a partir daí começam os gritos, a inquietação, os sustos, a indignação e o receio de tudo aquilo poder ser real e Oren Peli faz questão de martelar isso o filme todo. Seria imprudente detalhar mais de um filme como Atividade Paranormal, que num ano de caríssimos blockbusters, atraiu o público para um projeto de tão pequeno porte, que acabou se tornando febre nos cinemas nos Estados Unidos, subindo semanalmente nas colocações de bilheterias, quase quebrando já a barreira dos 100 milhões, ultrapassando Titanic em porcentagem de orçamento e isso só prova que é a criatividade que faz um filme e não seus efeitos especiais.
É claro que se você for algum fã psicótico por sangue e morte no estilo Jogos Mortais e não tem a paciência do terror realmente tomar conta de você, afaste-se do longa. Se você for dos que adoraram A Bruxa de Blair, pense bem aonde, com quem e a que horas vai assistir este filme.
Definitivamente, até agora, o melhor filme de terror da década. Talvez Oren Peli faça esta marca sumir ano que vem com Área 51.
Nota: 10
Crítico: Derek Klein
Direitos Autorais
© 2008-2009 Cine com Pipoca. Todos os direitos reservados.