De Repente, Califórnia
Gênero: Drama, RomanceDuração: 97 min.
Roteirista: Jonah Markowitz
Diretor: Jonah Markowitz
Chegando super atrasado no Brasil, para ser mais específico dois anos, De Repente, Califórnia traz um conceito gracioso de simplicidade que acaba conseguindo tocar seu público alvo, já que muitas vezes nos deparamos com situações semelhantes aos dos personagens, e não limita-se à gays.
De Repente, Califórnia é um daqueles filmes que raramente você vai encontrar em uma locadora: produtora desconhecida, produção baixa, atores desconhecidos e nenhuma divulgação muito aparente. A única coisa que talvez possa ter aumentado sua especulação em cima do longa é por retratar a homossexualidade, onde em pleno século XXI, isso ainda não foi superado pela sociedade preconceituosa.
Pois bem, o filme tenta retratar este ponto de uma maneira delicada, mas ao mesmo tempo uma opção que não necessariamente resumi-se em tragédias, ou destruindo familias, como em O Segredo de Brokeback Mountain.
O filme mostra Zach (Trevor Wrigth), um rapaz solitário que tem que segurar tudo a sua volta para que tudo não desmorone: a irmã que não está nem aí para o filho e não passa uma noite sem ter um homem diferente em sua cama, o pai desiludido por ser abandonado pela esposa e ainda sofrendo problemas como dependência de remédios e para ajudar, não pode ir atrás de seus sonhos por ter que trabalhar e ajudar a sustentar a casa, já que seu pai não trabalha e a irmã só gasta o dinheiro em porcarias e ainda tem seu melhor amigo que está saindo do estado.
A história parece um tanto cheia de clichês dramáticos para quem ouve assim por dizer, e tecnicamente é, mas é contada de um jeito muito bacana, modernizada e não apela tão drasticamente para o drama. A trama limita-se em algumas partes a cavocar o fundo, talvez para ser um filme mais fácil de assistir para o público maior e/ou talvez o diretor tentasse mostrar que nem tudo vem para o mal, e particulamente considero a segunda opção.
O jeito em que tudo é contado, é nitidamente algo que poderia ser real, e que poderia acontecer com qualquer um de nós. Ali Zach encara primeiramente a homossexualidade como um defeito, um erro e acabando percebendo que tudo vai além de sexo entre dois homens, ele vê ali algo que está acima de sexualidade: vê compreensão, solidariedade, carinho e uma alternativa para ser feliz, independente do que os outros pensam e acima de tudo, independente do que sua cabeça considera certo ou errado.
Os atores são bem competentes e muito carismáticos, mas sem sobressaltos. Infelizmente, aqui o que peca são as partes tecnicas entre falas e edições de som, e um roteiro que poderia ter ido mais longe, limitou-se a ir mais longe, onde sem dúvidas poderia ter ido (sua duração de projeção é a maior prova disso), mas vale a pena conferir.
Nota: 8
Crítico: Derek Klein
Não estará na minha lista de dvds para assistir no fds
30 e poucos anos. disse...
2 de Julho de 2009 11:31
Shelter é um filme maravilhoso. Uma das melhores produções do circuito gls, assim como Latter Days e Brokeback Mountain. Atualmente, passa nos cinemas no Rio de Janeiro.
Breno disse...
2 de Julho de 2009 14:49